Hamburguerias de garagem são opção de quem tem pouco dinheiro para investir
O gosto por hambúrgueres artesanais criou um mercado atrativo para quem tem talento culinário, mas pouco capital inicial. Hamburguerias caseiras têm feito sucesso entre fãs do sanduíche. É o caso da Cozinha dos Fundos, em Cuiabá, e Na Garagem, em São Paulo, que utilizam espaços de casa para preparar e vender os lanches. A Cozinha dos Fundos foi aberta na casa do publicitário Márcio Augusto Patrício, 32.
O investimento foi de R$ 4.200, usados na compra de uma chapa e de uma geladeira. As cadeiras, mesas e talheres eram alugados por noite. "Na época [final de 2013], cheguei a cotar alguns pontos, mas vi que seria muito caro", diz. Segundo ele, a locação do imóvel mais barato encontrado custava R$ 5.000 mensais.
O atendimento na hamburgueria é somente com reserva. "Como atendo em casa, isso evita que se formem filas na porta. Quando o cliente chega, abrimos o portão para ele", afirma Patrício. De acordo com o empresário, o negócio atende cerca de 2.000 clientes e fatura R$ 80 mil por mês.
O cardápio conta com oito tipos de hambúrguer, que podem vir acompanhados de queijo brie, gorgonzola, farofa de bacon e geleia de pimenta ou damasco. Os preços variam de R$ 17 a R$ 27. Além disso, a casa costuma fazer lanches em edição limitada, como o hambúrguer de jacaré, cordeiro ou com carne seca.
A ideia surgiu após Patrício conhecer as hamburguerias de São Paulo. Amante da gastronomia, ele passou a testar receitas de hambúrgueres com os amigos nos fundos de casa. O negócio ganhou proporções a partir da publicação de fotos dos seus lanches nas redes sociais. "Percebi que poderia transformar isso num negócio quando vi mais desconhecidos do que amigos na minha casa", diz.
Hamburgueria em garagem atende 80 pessoas por dia Na capital paulista, a hamburgueria Na Garagem funciona no espaço onde deveria haver um carro. A empresa foi criada no início de 2013 pelo empresário Gilson Almeida, 41, depois de ele trabalhar em restaurantes da Nova Zelândia e de Nova York, nos Estados Unidos, onde notou que era possível abrir negócios em espaços pequenos.
"Meu antigo chefe dizia que não adiantava ter um lugar grande se não houvesse clientes para enchê-lo", afirma. Foi aí que ele percebeu que em uma das garagens do prédio, onde funcionava uma sapataria, o dono estava querendo passar o ponto.
Ele investiu R$ 150 mil na compra de equipamentos e na adequação do local .
A hamburgueria atende cerca de 80 pessoas por dia. O faturamento não foi divulgado. No cardápio, só há duas opções: o cheese salada, que leva molho caseiro a base de cenoura e mandioquinha (R$ 19), e o vegetariano, com o hambúrguer feito de feijão preto e quiabo (R$ 20). O único acompanhamento é a batata frita temperada com alecrim (R$ 7) .
"O cardápio é enxuto porque o espaço é pequeno", afirma Almeida. "Eu não teria onde armazenar outros ingredientes para fazer mais opções de hambúrguer ou bebidas." Segundo ele, a opção mais barata de aluguel encontrada foi de R$ 6.000,00.
O empresário, no entanto, não informa o valor do aluguel da garagem que ocupa.
Curso de Hambúrguer
Você se inspirou nessa história? Então aprenda com esse curso a começar o quanto antes a fazer seus hamburguers e ter seu próprio negócio.
Aprenda como : Curso de Hamburguer.


0 comentários :
Postar um comentário